domingo, 12 de abril de 2009

As mudanças no mundo do trabalho e a educação

A escola como está constituída fui projetada para atender um mercado de trabalho voltado para a concepção Fordista da linha de produção, onde os atores só deviam ter um papel a desempenhar, era um movimento repetitivo, e não era necessário ser um pensante. Aliás, a pessoa pensante era totalmente desnecessária, e a visão fragmentada da produção era uma constante real. Desta mesma forma a escola foi constituída, e todos os princípios de dominação e alienação foram implantados nela. Dessas fábricas de formação de trabalhadores saíram muitas gerações de cópias fiéis do sistema excludente.

“Atualmente, criou-se até os neologismos “inempregáveis” para referir-se aos contingentes que, na nova ordem globalizada em que se insere o Brasil, não terão nenhuma vez, numa certa visão fatalística de que a chamada reestruturação produtiva dividirá os grupos entre assimiláveis (empregáveis) e largo grupo de excluídos. Francisco de Oliveira estima que cerca de 50% da população economicamente ativa estariam condenados à marginalização.” (Sawaia, 2001, p.43).

Nos tempos que nos cercam existe a visão Toyotista, de valorização do ser humano, imprimindo-lhe caráter criativo e flexível. Para que o nosso sistema educacional se encaixe a novos tempos é necessário uma mudança de postura que nos leve a proporcionar uma educação de inclusão, respeitosa que forme antes de tudo cidadãos pensantes e flexíveis, capazes de resolver problemas e adaptar-se as situações diversas do dia-a-dia.

Bauman, em seu livro Globalização. As conseqüências Humanas, na página 48, diz: ”São necessários novos mapas que conduzam a caminhos novos, humanizantes; que conduzam a novas relações que sejam pluralistas e democráticas, participativas”.

Nenhum comentário: